quarta-feira, 25 de julho de 2007

Quem lê folha, estado, época e revista veja padece da ignorância

Os idiotas da VejaA revista perdeu o rumo. Não que tenha saído do trilho que se propôs a trilhar, mas parece que os editores esgotaram sua percepção do ridículo.- Chico Guil (http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=14186)Você pode estar de olhos arregalados sobre o título desta crônica. Não esmoreça. É apenas uma retribuição previsível a um título publicado em recente edição da revista ameritucana. Segundo o autor, Álvaro Vargas Llosa, todo leitor capaz de encontrar coerência e verdade nas palavras de Noam Chomsky (considerado por muitos o maior intelectual da atualidade), ou nas linhas do jornal Le Monde Diplomatique, é um idiota. Llosa não perdoa nem mesmo o doce Saramago, que também estaria contribuindo para anuviar a vista dos leitores quando escreve sobre questões políticas.Chomsky e Le Monde costumam maltratar os mercadores da direita. Há anos eles vêm apontando os crimes das nações ricas em favor de grandes grupos econômicos e contra as classes populares. Há décadas batem forte na questão ambiental, e agora todos sabem que eles tinham razão. O mundo e a mídia descobriram isso tão logo o "iminente desastre ambiental" foi considerado um risco para os grandes de Davos.Llosa demonstra de forma irrefutável, como fazem sempre os geniais articulistas de Veja, que a miséria latino-americana deve-se a revolucionários, ou "caudilhos", como Fidel Castro, Chaves e Morales. (Nesse contexto, para a revista, Ernesto Che Guevara não passou de "um dos mais sanguinários assassinos"). Como se nestas plagas não houvesse reinado, desde Colombo, as mais estranhas e sórdidas formas de ditadura, que qualquer idiota, mesmo os da direita, veriam como governos "de direita".A revista perdeu o rumo. Não que tenha saído do trilho que se propôs a trilhar, mas parece que os editores esgotaram sua percepção do ridículo. Dias atrás publicaram, no editorial, uma charge extraída de um jornal gaúcho. O desenho mostrava Lula numa banca pedindo "uma revista de sacanagem... a Veja, a revista que só me sacaneia". E então o editor escreveu sobre o papel social e democrático da publicação, que sempre atacou os governos maus, inclusive o Collor. O editor parece ter esquecido que em 1989 saíram umas dez edições de Veja com o Collor na capa, apontando-o como "Caçador de Marajás", um jovem cérebro revolucionário, um salvador da pátria! A Globo e a Veja, por medo de Lula, fizeram Collor, e qualquer cidadão com 18 anos ou mais sabe disso.Na última edição da revista, um nobre articulista, que trata sempre de grandes temas, apontou a Guerra do Iraque como um desastre semelhante ao da Guerra do Vietnã. Para dizer isso, citou um dos maiores entendidos em invasões americanas, o jornalista estadunidense David Halberstam: "Demos um soco e ficamos com a mão presa no maior vespeiro do mundo", teria dito Halberstam. O tal articulista esqueceu de explicar que quatro anos atrás Veja publicou vários artigos escarnecendo o poder defensivo dos iraquianos, contrariando a opinião dos que diziam exatamente o que o famoso articulista diz hoje: que o Iraque iria dar um vareio de pau nos americanos. Numa das capas, apresentou um soldado árabe com o capacete meio caído, o rosto meio cadavérico, com uma arma meio enferrujada. Um sofisticado, bem armado, saudável e imortal "mariner" fazia o papel de fundo, se bem me lembro.O jogo de Veja só tem um objetivo, como todos já sabem, embora alguns ainda não saibam: ganhar. Ganhar dinheiro, muito dinheiro de seus ricos patrocinadores. A máscara de revista democrática já caiu, e os famosos articulistas, disfarçados de pacificadores sociais, estão cada vez mais caindo no descrédito. Em breve assistiremos aos idiotas de Veja caindo fora desse barco furado. Estarão mais humildes e será até possível bater um papo com eles sem levar um insulto. Talvez terão entendido o que Chomsky e o Le Monde vêm apregoando com tanto gosto: "o mundo foi feito para todos. Vamos nos divertir!", ou coisa que

Serra brinca de ser Jornalista

SERRA PRODUZ REPORTAGEM DO JNPaulo Henrique AmorimMáximas e Mínimas 545Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil.. As ligações "carnais", como diria o Menem, entre o presidente eleito José Serra e a "praça" de São Paulo da Rede Globo permitem deduzir que a reportagem de Rodrigo Bocardi no Jornal Nacional desta terça-feira, dia 24, foi pautada pelo presidente eleito.. Bocardi, desde o episódio da foto do dinheiro do delegado Bruno, tornou-se repórter do Jornal Nacional, uma espécie de "homem certo, no lugar certo".... Os serviços que Bocardi, então, prestou ao Cardeal Ratzinger da Globo, Ali Kamel, lhe renderam essa promoção.. Nesta terça-feira, Bocardi voltou a território já antes explorado, inclusive aqui no Conversa Afiada. E que começou no blog de Fernando Rodrigues, no Uol.. O IPT, de José Serra, analisou a pedido do Governo Federal o asfalto da pista principal de Congonhas, DEPOIS DA OBRA.. E considerou que o asfalto é tão bom que está acima de padrões internacionais.. Depois deste vazamento, que deve ter provocado uma fúria de vilão de filme de horror no presidente eleito, o IPT apresentou "um segundo laudo", através de um editorialista do Estadão (logo do Estadão ?).. O "segundo laudo" dizia que não dizia.. Dizia que o asfalto é ótimo, mas o banheiro exala um odor insuportável. O café servido no embarque, em frente ao finger três é aguado.... A reportagem de Bocardi vai pelo mesmo caminho: o asfalto é ótimo, mas o bebedouro não tem água .... Bocardi, sempre no lugar certo e na hora certa, dá um destaque especial à investigação (?) da Polícia Civil de São Paulo.. Pergunta-se - será que a Polícia Civil tem alguma dúvida de que o mordomo é o criminoso ?. A Polícia Civil de São Paulo tem uma reputação exemplar: das 93 delegacias de São Paulo, 84 recebiam mesada dos donos de bingos .... O que leva à conclusão de que o presidente eleito, José Serra - com essa Polícia imaculada - resolveu montar uma investigação paralela - Serra-Rede Globo: eu e você, tudo a ver .... Uma espécie de "Republica do Galeão" - aquela celebre "investigação" liderada por Carlos Lacerda e o Brigadeiro Delio Jardim de Mattos para depor Vargas. (*). A mesma investigação (?) da Polícia de Serra aparece com destaque na capa do UOL - outra sub-seção do Departamento de Imprensa e Propaganda de Serra (clique aqui).. A "República de Congonhas" - sempre um aeroporto ... - pode dar com os burros n'água, porém.. Alguém já disse que a história se repete, frequentemente, como uma farsa...(*) Recomendo a leitura do Blog do Mino: http://blogdomino.blig.ig.com.br/ - em que ele trata de um obscuro ministro do STM: "...fala recente de um ministro do Superior Tribunal Militar, Olympio Pereira da Silva Junior, segundo quem, diante da conjuntura, "pessoas de bem vão se pronunciar como já fizeram em um passado não muito distante". Até um paralelepípedo percebe a referência ao golpe de 1964..." E alguém já tinha ouvido falar em general Mourão - "a vaca fardada" - antes de 1º de abril de 1964 ?

Deus não existe

Não há prova científica da existência de Deus. A idéia de que ele exista, apenas prova que somos covardes e não queremos aceitar que não existe nada além de um enorme vazio. O mundo não foi feito exclusivamente para você, não nos importamos com uma formiga que esta ao nosso lado porque Deus se importaria com uma raça que aniquila sua própria espécie? A religião tenta dar significado para a vida do homem aqui na terra, ninguém quer ficar sozinho, mas estamos, ninguém quer morrer mais a cada segundo que se passa estamos morrendo, não existe sentido para a vida a não ser nascer, crescer, reproduzir e morrer. A existência de Deus talvez seja o mesmo que é o garfo e a faca para um faminto que não quer comer com as mãos e de boca cheia.

sábado, 21 de julho de 2007

Esse vale a pena assistam

Em 1989, pouco antes da queda do muro de Berlim, a Sra. Kerner (Katrin Sab) passa mal, entra em coma e fica desacordada durante os dias que marcaram o triunfo do regime capitalista. Quando ela desperta, em meados de 1990, sua cidade, Berlim Oriental, está sensivelmente modificada. Seu filho Alexander (Daniel Brühl), temendo que a excitação causada pelas drásticas mudanças possa lhe prejudicar a saúde, decide esconder-lhe os acontecimentos. Enquanto a Sra. Kerner permanece acamada, Alex não tem muitos problemas, mas quando ela deseja assistir à televisão ele precisa contar com a ajuda de um amigo diretor de vídeos.

A VIDA

A vida não existe sentido mesmo, a gente tem que dar direção para ela, à questão não é saber se Deus existe ou não o fato é que temos que acreditar em algo ou o que seria da nossa vida?
Perdi-me muitas vezes, admiro as pessoas que tem fé andei pelo vale da sombra sem acreditar nas pessoas, perdi minha fé completamente meus pensamentos eram pessimistas. Hoje entendo que poucas coisas mudam em nossas vidas então é melhor pensar que tudo vai dar certo e que possa existir algo além de estar aqui, seria maravilhoso.

A nossa Mídia vergonhosa

A verdade sobre o nosso "jornalismo", dita por quem o conhece bem de perto: Luiz Carlos Azenha, repórter da (pasmem!) TV Globo... Leiam com atenção e depois decidam se aceitam continuar sendo manipulados por "formadores de opinião" que têm rabo preso com tudo, menos com a verdade factual e com o bem estar da sociedade.Para entender como funciona o "jornalismo" brasileiroO poder da mídia convence juízes, políticos, delegados e deputados. Ela é tão podre quanto as outras instituições brasileiras que costuma criticar. A mídia corporativa, na mão de meia dúzia de famílias, é característica do capitalismo brasileiro, que é o do atraso, do atraso, do atraso, do atraso.- Por Luiz Carlos Azenha, jornalista (http://viomundo.globo.com/site.php?nome=PorBaixoPano)Que a mídia corporativa é golpista não é novidade. Basta ir aos arquivos e ver a cobertura que ela dedicou aos golpes de 64 no Brasil, de 73 no Chile e assim por diante.Hoje em dia, muitos daqueles que patrocinaram a "quartelada" distorcem a História para dizer que foram vítimas da censura e do regime militar.Os grupos econômicos dos quais fazem parte emissoras de rádio, de televisão e jornais representam interesses que vão muito além da mídia.Eles crescem extoquindo governos municipais, estaduais e federais, através de abatimentos de impostos, terrenos doados, isenções fiscais para a compra de equipamento, linhas de crédito do BNDES e falcatruas como a do Pará, estado em que a TV Cultura local pagava 400 mil reais por mês para "alugar" a programação da TV Liberal, uma emissora privada.Vamos usar um caso hipotético.Digamos que uma empresa quer se instalar em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.Ela então escala uma equipe para investigar a vida do prefeito.Descobre os podres.Depois troca o engavetamento da reportagem por alguma vantagem.Como eu disse, é um caso hipotético.O poder da mídia convence juízes, políticos, delegados e deputados.Ela é tão podre quanto as outras instituições brasileiras que costuma criticar: o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.A mídia corporativa, na mão de meia dúzia de famílias, é característica do capitalismo brasileiro, que é o do atraso, do atraso, do atraso, do atraso.Vivemos numa democracia de fachada.E a mídia cria um mundo "paralelo", onde o Brasil é um cruzamento entre a zona Sul do Rio de Janeiro e dos Jardins paulistanos.Os pobres rompem essa brecha como personagens a serem aniquilados.E são, depois que a mídia chama suspeito de bandido, superdimensiona a violência contra a classe média e, com isso, justifica a barbárie policial.Tem um repórter de um jornal de São Paulo que testemunha isso diariamente, de dentro de uma grande redação.Inconformado, decidiu botar tudo num blog.É o Anti-Jornalismo.Ele escreveu:"Só com sangue de barata é possível aceitar passivamente a cobertura da grande imprensa à cassação da licença da emissora de televisão venezuelana de RCTV.Em mim produz a mesma repulsa que a corrupção nas instituições políticas. Aceitar que uma rede de TV como a CNN use imagens de um antigo protesto no México como se fossem na Venezuela é tão criminoso quanto o ato em si.Como pode essa imprensa ainda existir?Não entendo a falta de revolta dos jornalistas. É alienação ou conivência? Para um jornalista, é vergonhoso em qualquer dos dois casos.Não há nada verdadeiro no noticiário sobre a Venezuela, a não ser um ódio incompreensível por Hugo Chávez. Talvez um ódio de solidariedade com o irmão americano W. Bush, eterno merecedor do escárnio de Chávez como de qualquer outro cidadão razoavelmente informado, tal e qual deve ser todo jornalista.Porque se trata de mentir descaradamente para o público, negar-lhe informações importantes para julgar. Essa mentira foi desmascarada por vários blogues e pela imprensa alternativa. Está em todos os lugares. Em Londres, saiu um manifesto de apoio a Chávez, assinado por intelectuais, escritores, etc.Chávez cassou legalmente uma concessão pública porque o detentor dessa concessão nada mais é do que o sujeito que tentou aplicar-lhe um golpe de estado e chegou até a declarar-se presidente. Só isso. Então, não é Chávez o golpista, mas esse magnata da comunicação. E o fez com base na lei - ou seja, quando o prazo da concessão pública expirou."

Texto do Frei Beto

Decepcionados com as tradicionais oligarquias políticas, os eleitores da América Latina canalizam agora seus votos para candidatos que encarnam a esperança de mudanças capazes de reduzir a desigualdade e a miséria. Votam em gente com cara da gente: o operário Lula no Brasil; o mestiço Chávez na Venezuela; o indígena Morales na Bolívia; o militante de esquerda Correa no Equador; o ex-guerrilheiro Ortega na Nicarágua. E queira Deus que, em breve, Fernando Lugo seja eleito presidente do Paraguai e Rigoberta Menchú da Guatemala.
Na Venezuela, Chávez reforça o poder popular ao instalar os Conselhos Comunitários. Essa a única via pela qual governos democráticos podem, efetivamente, assegurar sua governabilidade sem correr o risco de ficarem reféns do Congresso e vulneráveis a golpes de Estado orquestrados desde Washington, como ocorreu na Venezuela em 2002.
No Brasil, Lula optou pela via parlamentar, formando uma coalizão partidária que lhe garante maioria no Congresso, embora sem metas definidas quanto ao projeto de um novo Brasil. Os partidos foram atraídos pela oferta de cargos na máquina do Executivo. Ao contrário de Chávez, Lula não se interessa em mobilizar os movimentos sociais, temeroso de que exijam dele mudanças na política econômica neoliberal, de rigoroso ajuste fiscal, e na política social, que está devendo a reforma agrária, porta de saída das famílias pobres que, hoje, dependem de recursos do Estado para a sua sobrevivência imediata.

Reeleito em dezembro por 63% do eleitorado, Chávez obteve a aprovação, pelo Congresso, da Lei Habilitante, que lhe permite governar nos próximos 18 meses sem consulta ao parlamento. Esta, a versão venezuelana das Medidas Provisórias adotadas à sobeja no Brasil. Até 1º de maio, Chávez pretende reduzir o poder dos consórcios petroleiros que operam na região do rio Orinoco, onde produzem cerca de 600 mil barris/dia, e com potencial para 1,3 bilhão de barris/dia.

A medida afetará empresas estrangeiras que, até agora, fartavam-se do petróleo venezuelano e inflavam seu faturamento sem contrapartida no desenvolvimento sustentável do país: as usamericanas Chevron, Exxon Mobil, Texaco e Conoco Philips; a francesa Total; a norueguesa Statoil e a britânica British Petroleum. A empresa venezuelana PDVSA é a sócia minoritária nesse consórcio. A partir de 1º de maio ela ficará com a cota de 60%; as demais, com 40%.

Consta ainda dos planos de Chávez nacionalizar a empresa Eletricidade de Caracas, hoje controlada pela AES dos EUA, e não renovar a concessão de freqüência do Estado à empresa de telecomunicações RCTV (Rádio Caracas Televisión), que poderá continuar a operar por satélite e cabo. A RCTV apoiou o golpe de abril de 2002, que tentou derrubar o presidente venezuelano e, no mesmo ano, em dezembro, a sabotagem à PDVSA, o que pôs em risco a economia do país. Chávez preferiu, à época, não punir a emissora.

Ao contrário do que apregoa a mídia dos EUA, Chávez é o presidente latino-americano com menos poderes e mais cercado de dispositivos constitucionais limitadores de sua atuação. O mais importante deles é o Referendum Revocatório, que autoriza 5% dos eleitores, cerca de 800 mil pessoas, a exigirem que o eleito se submeta à aprovação popular na metade do seu mandato. Sua aplicação ocorreu em agosto de 2004, quando a oposição venezuelana pediu o referendum e teve que amargar o resultado: a maioria da população reafirmou sua confiança em Chávez.

Se houvesse Referendum Revocatório na Argentina e na Bolívia, Fernando de la Rúa e Sánchez de Lozada teriam sido destituídos sem a pressão popular que pagou o alto preço de vidas sacrificadas. E no Peru, Alejandro Toledo, que governou com índice de aprovação inferior a 15%, teria cedido seu lugar a outro na metade de seu mandato.

No Equador, país que teve 8 presidentes nos últimos 10 anos, Rafael Correa mobiliza a nação para que se forme a Assembléia Nacional Constituinte, aprovada por mais de 70% dos eleitores no último domingo. E na Bolívia, Evo Morales comemora a redução, em apenas um ano, do déficit fiscal; a duplicação das reservas do país; e o avanço dos indicadores econômicos, graças à cobrança do preço justo do gás explorado por companhias estrangeiras e a recuperação da propriedade sobre os hidrocarburetos.

Pela via democrática e pacífica, a América Latina tenta livrar-se da miséria a que a maioria de sua população foi condenada pelas grandes potências. Se essas reagirem à perda de seus privilégios exorbitantes, o cenário do Iraque poderá se transportar para a região. Bom-senso e incenso não fazem mal a ninguém.
Vivemos dentro de nossas casas, carros e apartamentos reféns do medo e da violência banalizada. Passamos boa parte da vida, servindo grandes corporações, vendendo nossa força de trabalho por um punhado de moedas, pagamos impostos, passamos horas nas filas, pagamos contas, ficamos dentro de ônibus lotados, presos no transito caótico. Caminhamos pelas ruas até o centro, observamos milhares de pessoas jogadas nas calçadas, crianças nos faróis, milhares de seres alimentando-se do lixo. A economia do Brasil cresce 2% ao ano, mais da metade da população não tem emprego ou condições mínimas de trabalho, a democracia aqui nunca existiu e a política perdeu o seu valor. Esse é o nosso grande Futuro?

Raios-X do Brasil.

O brasileiro trabalha até 30 de Maio para pagar os impostos que chegam a 900 bilhões anuais. Para onde vai todo esse dinheiro? Sem falar nos cinqüenta milhões de famintos que existem e são seres invisíveis aos olhos da grande sociedade. A economia do nosso país, esta paralisada há 20 anos e nada mudou para o trabalhador. A classe média vem sendo esmagada a cada dia, servindo como escravos modernos, para uma minoria elitista desfrutar da vida fácil e ainda ditar as regras. As Multinacionais exploram os trabalhadores com a mão de obra barata e com o exército de contingente que espera por uma oportunidade de emprego, os desempregados são os hereges. Sete famílias mandam nos meios de comunicação do país, não tenha dúvida que a emissora rede globo, folha, estado, revista veja entre outras do segmento direitista, são empresas que servem a lógica do mercado e que colocam em prática a ideologia burguesa. Como aceitamos tudo isso? Será que é possível vivermos em um Brasil sem tantas diferenças sociais?