sábado, 21 de julho de 2007

A nossa Mídia vergonhosa

A verdade sobre o nosso "jornalismo", dita por quem o conhece bem de perto: Luiz Carlos Azenha, repórter da (pasmem!) TV Globo... Leiam com atenção e depois decidam se aceitam continuar sendo manipulados por "formadores de opinião" que têm rabo preso com tudo, menos com a verdade factual e com o bem estar da sociedade.Para entender como funciona o "jornalismo" brasileiroO poder da mídia convence juízes, políticos, delegados e deputados. Ela é tão podre quanto as outras instituições brasileiras que costuma criticar. A mídia corporativa, na mão de meia dúzia de famílias, é característica do capitalismo brasileiro, que é o do atraso, do atraso, do atraso, do atraso.- Por Luiz Carlos Azenha, jornalista (http://viomundo.globo.com/site.php?nome=PorBaixoPano)Que a mídia corporativa é golpista não é novidade. Basta ir aos arquivos e ver a cobertura que ela dedicou aos golpes de 64 no Brasil, de 73 no Chile e assim por diante.Hoje em dia, muitos daqueles que patrocinaram a "quartelada" distorcem a História para dizer que foram vítimas da censura e do regime militar.Os grupos econômicos dos quais fazem parte emissoras de rádio, de televisão e jornais representam interesses que vão muito além da mídia.Eles crescem extoquindo governos municipais, estaduais e federais, através de abatimentos de impostos, terrenos doados, isenções fiscais para a compra de equipamento, linhas de crédito do BNDES e falcatruas como a do Pará, estado em que a TV Cultura local pagava 400 mil reais por mês para "alugar" a programação da TV Liberal, uma emissora privada.Vamos usar um caso hipotético.Digamos que uma empresa quer se instalar em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.Ela então escala uma equipe para investigar a vida do prefeito.Descobre os podres.Depois troca o engavetamento da reportagem por alguma vantagem.Como eu disse, é um caso hipotético.O poder da mídia convence juízes, políticos, delegados e deputados.Ela é tão podre quanto as outras instituições brasileiras que costuma criticar: o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.A mídia corporativa, na mão de meia dúzia de famílias, é característica do capitalismo brasileiro, que é o do atraso, do atraso, do atraso, do atraso.Vivemos numa democracia de fachada.E a mídia cria um mundo "paralelo", onde o Brasil é um cruzamento entre a zona Sul do Rio de Janeiro e dos Jardins paulistanos.Os pobres rompem essa brecha como personagens a serem aniquilados.E são, depois que a mídia chama suspeito de bandido, superdimensiona a violência contra a classe média e, com isso, justifica a barbárie policial.Tem um repórter de um jornal de São Paulo que testemunha isso diariamente, de dentro de uma grande redação.Inconformado, decidiu botar tudo num blog.É o Anti-Jornalismo.Ele escreveu:"Só com sangue de barata é possível aceitar passivamente a cobertura da grande imprensa à cassação da licença da emissora de televisão venezuelana de RCTV.Em mim produz a mesma repulsa que a corrupção nas instituições políticas. Aceitar que uma rede de TV como a CNN use imagens de um antigo protesto no México como se fossem na Venezuela é tão criminoso quanto o ato em si.Como pode essa imprensa ainda existir?Não entendo a falta de revolta dos jornalistas. É alienação ou conivência? Para um jornalista, é vergonhoso em qualquer dos dois casos.Não há nada verdadeiro no noticiário sobre a Venezuela, a não ser um ódio incompreensível por Hugo Chávez. Talvez um ódio de solidariedade com o irmão americano W. Bush, eterno merecedor do escárnio de Chávez como de qualquer outro cidadão razoavelmente informado, tal e qual deve ser todo jornalista.Porque se trata de mentir descaradamente para o público, negar-lhe informações importantes para julgar. Essa mentira foi desmascarada por vários blogues e pela imprensa alternativa. Está em todos os lugares. Em Londres, saiu um manifesto de apoio a Chávez, assinado por intelectuais, escritores, etc.Chávez cassou legalmente uma concessão pública porque o detentor dessa concessão nada mais é do que o sujeito que tentou aplicar-lhe um golpe de estado e chegou até a declarar-se presidente. Só isso. Então, não é Chávez o golpista, mas esse magnata da comunicação. E o fez com base na lei - ou seja, quando o prazo da concessão pública expirou."

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