sábado, 15 de setembro de 2007

Poemas, Poesias e Provocações

Tudo mudou. Homens, coisas e animais mudaram de lã ou de pele. As palavras já não são as mesmas do tempo em que estudávamos gramática com os olhos míopes das professoras. Nádegas e pernas das mestras – objeto direto do nosso desejo – ofuscavam o interesse pela didática. Olho o mundo de todos os ângulos possíveis e tudo me parece oblíquo. É a civilização globalizada, a cultura de massa, a sagração do factóide, a fragmentação dos idiomas. Corta-se a palavra em frações microscópicas. A vida, o amor, a morte, a realidade: tudo agora virou fast food.

Autor: Fernando de Carvalho

Tempo que não volta

Que tempo era aquele que corríamos na chuva com sorvete de creme debaixo dos braços, você se lembra meu bem?
Que tempo era aquele que íamos jogar bola na escola e depois íamos até o clube varar a piscina e ver as garotas de biquíni. Que tempo era aquele, quando íamos ao playcenter e passávamos horas na fila contando história e paquerando, voltávamos com vários sonhos para a casa. Que tempo era aquele, quando caminhávamos lentamente pelo parque nas tardes quentes de verão. Você se lembra Mamãe quando riamos e chorávamos juntos?
O que restou agora?


Alex Medeiros

Texto Brilante A fila escrito por Carol Damasco

Proponho a todos o seguinte: Mudança na FILA! Isso mesmo! Uma mudança radical, a começar pelo conceito. Engana-se o nosso respeitoso Dicionário Aurélio quando afirma: “fila = fileira de pessoas que se colocam umas atrás das outras pela ordem cronológica de chegada...”. Justifico-me desta forma: primeiro, não há uma fila onde as pessoas se coloquem nessa disposição, sempre existirá um “alguém” que achará um “outrem” que permitirá que aquele fique em seu lugar, ou melhor, não exatamente em seu lugar, mas ao lado, esquecendo das outras tantas que o sucedem na “fila”, resultando naquele aglomerado paralelo. E afirmo que, seja qual for o tamanho da fila, os furões hão de tirar proveito daquele vizinho, do porteiro, da comadre, do amigo, do guardador de carro e até mesmo da pessoa que se prestou a fornecer algumas informações. Quando você menos espera, pronto, lá estão eles, sendo atendidos.Segundo, a “ordem de chegada” deveria se chamar “ordem de encaixe” ou “ordem telefônica” ou “ordem do poder”, “ordem de influência” ou até mesmo a famosa “ordem do senhor chegado”, aquela famosa pessoa que implora por exceção, o jeitinho cara-de-pau de se dar bem.E, por último, a mudança do nome “fila” para “aglomeração quem se importa?”. Outro dia, na hora do almoço, presenciei algumas cenas interessantes ao entrar na “fila” de um bazar realizado pela Receita Federal, a começar pelo cartaz que dizia: “a melhor forma de atendimento é a fila”. Sendo assim, resolvi ficar naquela “fila” e, pasmem, durante uma hora fiquei exatamente no mesmo lugar, enquanto senhores bem apessoados, com seus celulares top de linha e seus assessores, destruíam o conceito de ordem de chegada e o mais importante, o respeito a outras pessoas que, independentemente da classe social, se propunham a seguir as regras de uma boa “fila”. E, por mais uma vez, fui impedida de desfrutar do meu direito de usuário de uma “fila”, o de ser atendida.O que esperar de um país onde a mais simples manifestação de democracia é bruscamente rompida por pessoas que acreditam deter o poder do “eu posso mais que você”? Onde vamos para com tamanho desrespeito aos direitos mínimos? E quem determina que um seja melhor que o outro? Há quem se justifique com tom de autoridade: “não tenho tempo para ficar em filas...”, outros afirmam: “sou uma pessoa muito ocupada”. E reflito, acabo de passar de usuário de “fila” para uma “à-toa no mundo”, pelo simples fato de agir com respeito a regras.A falta de bom senso e educação está por todos os lados: nos aeroportos, no trânsito, nos hospitais, nos bancos, nos supermercados, nas padarias, nos shows, nos postos de gasolina, nas lojas, nos shoppings e até no acesso a elevadores, azedando assim o dia daqueles que respeitam e seguem as regras. Aproveito para levantar a bandeira da igualdade social e da transparência nacional, exijo que sejam respeitadas as filas das vagas para as escolas públicas, a fila dos transplantes, a fila dos concursos públicos, a fila dos aprovados no vestibular, a fila das oportunidades de emprego, essas e outras tantas que, vergonhosamente, são manipuladas e compradas por furões patifes. Sustentarei a minha bandeira nos princípios fundamentais de nossa Constituição e nos pilares da democracia, ou seja, na dignidade da pessoa humana, na igualdade e nos direitos humanos.Furar fila é antiético e imoral. É faltar com respeito ao próximo, é atrapalhar o funcionamento ordenado das coisas. Sem as filas nos resta a desordem. Taí um bom nome para substituirmos a “FILA”, “DESORDEM”.

Carol Damasco é publicitária, pós-graduada em marketing.

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quinta-feira, 13 de setembro de 2007

O ser Humano

O ser Humano é um saco de merda recheado até o talo. Não passamos de vermes insignificantes, somos parasitas, corroendo a terra como um câncer devorando um corpo que apodrece. Nunca estamos satisfeitos com nada e o infinito é o nosso alcance, já esta provado que o poder corrompe. Somos ratos cinza sobrevivendo no caos e na miséria alheia, somos os telespectadores do mal impotentes na mão de Deus. Não somos ninguém, não somos nada.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

A nossa Imprensa Vergonhosa

A Nossa Imprensa Vergonhosa.
Por: Alex Medeiros

A imprensa brasileira é comandada por algumas famílias que estão no poder desde 1990 são elas: Abravanel (SBT), Bloch (Manchete), Civita (Abril), Frias (Folha de São Paulo), Levy (Gazeta Mercantil), Mesquita (O Estado de São Paulo), Nascimento Brito (Jornal do Brasil), Saad (Bandeirantes) e Sirotsky (Rede Brasil). Por serem empresas elas obedecem à lógica do mercado, visando em primeiro plano o lucro.
A notícia perdeu o valor da informação para simplesmente virar um produto descontextualizado, manipulado e tendencioso. Essas empresas não estão interessadas em saber quais os problemas da sociedade, não quer saber se o povo passa fome e não tem moradia para viver, não quer saber das filas nos hospitais por falta de atendimento, o caos do transporte, elas não querem discutir uma política mais digna para a construção de um país democrático, porque se fizessem, perderiam a sua soberania e os lucros iriam despencar. É mais interessante para as empresas uma sociedade desesperada, esperando por um messias, chacinas, acidentes e suicídio acontecem todos os dias e são capas de jornais e revistas dando lucro as corporações. Enquanto esse nicho do mal manipular o povo com revistas e jornais mentirosos, futebol de quarta e novela à noite, deixando de lado assuntos de interesse público, não conseguiremos tentar no mínimo refletir sobre esses fatos será tarde demais seremos escravos até o fim de nossas vidas.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

O cenário do rock independente no centro da cidade de São Paulo

Casas de Shows, Ruas e Bairros que fazem parte do Cenário.

1.1 Rua Augusta

A rua Augusta no sentido bairro da capital de São Paulo sempre contribuiu para a cultura paulistana, mas no final dos anos 90 a rua encontrava-se em pleno declínio, esquecida pelos paulistanos e lembrada apenas pelas casas de prostituições e jogos de azar. De alguns anos para cá a rua passou por algumas reformas e foi revitalizada. O local transformou-se em vitrine cultural da cidade de São Paulo com o Espaço Unibanco que divulga filmes de vários países dentro da Mostra Internacional de Cinema, os restaurantes que servem comida típica de diversas regiões, bares, sebos e vendedores ambulantes de livros. No ano de 2003 a Rua começa a formar o cenário do rock alternativo na capital, com o Outs Club que é uma das casas pioneiras a colaborar para a construção do cenário. O lugar é idealizado por freqüentadores do circuito musical o público e as bandas que têm como propósito divulgar manifestações artísticas, os shows das bandas de rock independente. Essas bandas são consideradas independente porque os músicos produzem, compõem e na maioria das vezes distribuem as músicas pela Internet. O Outs oferece um belo palco, boa aparelhagem, além de abrir espaço para festivais das bandas. Com a revitalização da avenida, comércios passaram adotar a rua. Restaurantes que hoje são referência para os paulistanos, O Pedaço da Pizza
[1] e a loja Discomania[2]. O Outs começou a beneficiar-se com os acontecimentos ao seu redor, tornando-se reduto das inúmeras bandas alternativas. O Guitarrista Chuck da banda Forgotten Boys[3], na entrevista para a revista da MTV[4] diz ser fã confesso da casa: “Adoro o Outs, tocamos lá desde sempre e acompanhamos a evolução da casa, uma das mais importantes de São Paulo. Não me admira o fato de a Augusta ser praticamente o berço do novo rock independente brasileiro. Aquela zona tem tudo a ver com o rock”, complementou. Foi a partir da inauguração de outras casas de shows que o clima começou a esquentar na rua. A casa mais nova que apareceu no local foi o Inferno Club que iniciou suas atividades em 2006. O lugar oferece um grande espaço com capacidade para 400 pessoas, tem um palco para apresentações das bandas, pista de dança e área vip. Antes do Inferno, outra casa que já fazia sucesso na Augusta era o Vegas Club, inspirada nos cassinos da década de 50. O arquiteto Marcos Paulo Caldeira e o cenógrafo Frank Dezeuxis buscaram referências na Las Vegas daquela época. O resultado foi muito néon, mobiliário antigo, cortinas de veludo e lustres de cristal. A vantagem do Vegas é que os freqüentadores trocam dinheiros por fichas iguais as de cassino, assim não é preciso pegar fila na hora de ir embora, da para levar as fichas que sobram para casa e gastá-las outro dia. A casa é dividida em cinco espaços diferentes, espalhados por dois andares: o bar, palco, a pista, a tabacaria e o jardim. A programação da casa é bem eclética, shows de jazz, rock e música eletrônica alegram o ambiente.

1.2 Rua Bela Cintra

A rua bela Cintra no sentido bairro da Capital é um marco para a cidade por abrigar diversos tipos de comércio, sebos, restaurantes e, principalmente, o Colégio São Luiz um dos mais respeitados da cidade. O colégio foi o segundo criado pelos Jesuítas no país. Na recém inaugurada Avenida Paulista, em 1891, encontraram um espaço adequado e, em 1918, começava a primeira turma de alunos. As primeiras indústrias eram instaladas em São Paulo, que vivia o auge da produção de café, e a charmosa avenida acomodava a elite paulistana, onde viviam os grandes fazendeiros de café, negociantes e imigrantes, como árabes e italianos. Em 1936, foi inaugurada, na esquina da Rua Bela Cintra, a Igreja São Luís de Gonzaga, ao lado da fachada de estilo neoclássico do Colégio.
A Funhouse uma das casas mais importante do cenário do rock independente em São Paulo encontra-se na Rua Bela Cintra paralela a Rua Augusta no sentido bairro, é um sobradinho de 1941 que foi usado como residência, escolinha infantil e até virar a casa em 23 de Agosto de 2002. A casa funciona como um laboratório musical, importantes bandas do rock independente.
O local tem dois andares, no térreo logo na entrada um bar, pra frente à pista com o palco para as apresentações, no segundo andar outro bar, sofás com mesinhas de centro. A casa funciona de terça a sábado a partir das 23h e tem capacidade para acomodar 200 pessoas.

1.3 Barra Funda

No bairro da barra funda, existem três casas em pontos distintos que fazem parte do cenário alternativo na capital. São elas: D-Edge, Berlim e Clash Club. O D E-dge existe aproximadamente há cinco anos. Toda segunda-feira a casa abre espaço para o Projeto On The Rock. João Gordo apresentador da MTV e vocalista da banda punk Ratos de Porão é DJ da casa e todas as noites de segunda agita o público, trazendo novidades e raridades do mundo do rock e do punk. Uma vez por mês a casa abre espaço para shows das bandas do rock alternativo. A casa abriga 400 pessoas e funciona de segunda a sábado a partir da 0h, localizado na Avenida Alameda Olga, 170 Barra Funda.
O Berlim é uma casa alternativa que todo o sábado abre espaço para o rock dos anos 60 e apresentação de bandas de rock e jovens talentos da música Jazz. A casa instalou-se no ano de 2006, na Rua Cônego Vicente Miguel Marino 85, Barra funda, funciona de terça a sexta das 23h as 3h30 e de Sábado a partir das 23h. O local tem capacidade para 350 pessoas.
O Clash Club tem um espaço de 900 metros quadrados que comporta pista, mezanino e um jardim ao ar livre totalmente, além de ter uma infra-estrutura completa para pessoas com necessidades especiais, contém três bares, quatro camarotes com vista privilegiada para pista e serviço exclusivo de Garçom, e estrutura de segurança. A casa além de abrir espaço para as bandas de rock alternativo, agenda shows para as bandas já consagradas como os norte americanos do Mudhoney, que faz um estilo musical bem conhecido do público alternativo e da Imprensa. O local tem espaço para 1000 pessoas e fica na Rua Barra Funda, 969 no Bairro da Barra Funda.
As casas fazem uma forma de interação com o público e com as bandas que divulgam seus trabalhos artísticos, fator de extrema importância para a construção do cenário do rock alternativo na Capital Paulista.
[1] O Pedaço da Pizza, restaurante localizado na Rua Augusta, 2931, sentido bairro capital.
[2] Loja especializada em discos raros.
[3] Banda de Rock Alternativo formada em 1997 em São Paulo.
[4] Revista da Emissora MTV edição 74. Julho de 2007

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Construção


Autor: Chico Buarque

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acbou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

A corrida

Texto do meu caro amigo Marcelo Ortiz
A corrida
Olhando-me agora no espelho vejo que o tempo realmente esta contra nós, estamos correndo contra ele, a cada dia que passa temos um dia a menos, minuto por minuto nossas vidas vão acabando, talvez isso seja bom, ou talvez ruim, quem pode dizer quem se atreve a levantar tal bandeira.Passamos nossos dias correndo de um lado para o outro, temos pressa, queremos tudo agora mesmo, não podemos esperar, não temos tempo.Trabalhamos em lanchonetes, bares, lojas, postos de gasolinas, shoppings, somos garçons, balconistas, operadores de tele marketing, trabalhamos em empregos que odiamos dia após dia, hora após hora, desejando que essas horas passem rápido, elas não passam, mas os dias passam.Crescemos educados pela televisão achando que seriamos ricos, estrelas de cinema, heróis ou personalidades, amados pelas pessoas, e quando crescemos vemos que tudo não passava de ilusão, uma grande mentira , a grande farsa.Não existem grandes mudanças nem grandes novidades, só o que temos é um dia após o outro, passamos nossas vidas esperando que aconteça algum milagre, algum grande acontecimento.Estamos participando de uma grande gincana, da corrida maluca, da corrida do ouro, estamos correndo sem sentido nem direção, não há nenhuma faixa escrito chegada, não há premio. No final dessa corrida morremos, esse é nosso premio.

E agora Brasil?

O que faremos daqui pra frente quando, os meios de produção não suportarem a demanda altamente consumista do mercado, quando acabar nossas fontes de alimento, água, energia, quando acabarem o petróleo que sustentam as máquinas, quando acabarem as árvores da Amazônia, quando as doenças si proliferarem nos grandes centros urbanos, quando acabarem os remédios e hospitais, quando acabarem os discursos fascistas dos Pastores e Padres da Igreja Católica, quando acabar o amor e o respeito entre os homens e mulheres que habitam nossa planeta, quando tudo estiver acabado e não restar mais nada é quando pensaremos um pouco sobre o que acontece com as nossa existência e agora Brasil?

Manuel Bandeira

Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma. A alma é quem estraga o amor. Só em Deus ela pode encontrar satisfação. Não em outra alma. Só em Deus ou fora do mundo. As almas são incomunicáveis. Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.Porque os corpos se entendem, mas as almas não.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Ilha das Flores

Ilha das Flores
Por: Alex Medeiros

O documentário, Ilha das Flores produzido e dirigido pelo cineasta Jorge furtado no ano de 1989, mostra a triste realidade que acontece todos os dias, mulheres e crianças alimentando-se do lixo.
A narração parte da história de um tomate que é plantado, colhido, transportado e vendido num supermercado, mas apodrece e acaba indo parar no aterro. Um fazendeiro, paga para alimentar seus porcos no local, ele separa os melhores alimentos para os bichos. Depois que os porcos desfrutam do seu banquete, ele abre a cerca, marca dez minutos no seu relógio é o tempo que as mulheres e crianças tem para comer e levar os alimentos estragados para a casa e não morrerem de fome. No Brasil os porcos têm prioridade aos homens, como podemos aceitar isso?

sábado, 1 de setembro de 2007

O analfabeto político

O Anafalbeto Político
(Bertold Brecht)

O pior analfabeto é o
Analfabeto político. Ele não ouve,
não fala, nem participa dos
acontecimentos político.
Ele não sabe que o custo de vida,
o preço do feijão, do peixe,
da farinha, do aluguel,
do sapato, e do remédio,
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político
é tão burro que se orgulha e
estufa o peito dizendo
que odeia a política.
Não sabe o imbecil que
Da sua ignorância política
nasce a prostituta,
o menor abandonado,
e o pior de todos os bandidos
que é o político vigarista,
pilantra, o corrupto
e lacaio dos exploradores do povo.