Acordo todos os dias a cinco. Levanto, vou direto para o banheiro, lavo o rosto, escovo os dentes, entro no chuveiro para tirar o sono e dar uma refrescada no calor insuportável. Olho através da janela, o sol esta lá fora, oferecendo-me um novo dia inteiro pela frente. Preparo um café, passo a camisa branca, calça preta, engraxo meu sapato marrom e desço pela escadaria velha, abro a porta, olho para o ponto do ônibus, sempre lotado, toda manhã é igual, as mesmas pessoas, com suas roupas cheirando a naftalina. Cadáveres ambulantes a beira de um colapso. Pego o trem, desço na estação nova e vou caminhando até a fábrica, almoço, janto, depois de muito suor, volto para a casa com a mesma face envelhecida e cansada diante do espelho.
Alex Medeiros
Alex Medeiros
2 comentários:
Sabe...
eu notei uma certa influência de Bukowski no seu jeito de escrever.
estaria eu certo?
Particularmente adoro a sensação da aurora matinal...
Pois é meu caro, grandes partes de nós apenas vivem nos finais de semana, ou seja, nos pequenos prazeres...nos pequenos momentos.
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