A noite estava linda, mas o calor era insuportável. Decide pegar o carro e sair pelas ruas, não passava nada na televisão como sempre. Tomei uma ducha enquanto a cerveja gelava no congelador, escovei os dentes, meti a cueca e coloquei uma música do “The Doors”. Ainda tinha um pouco de fumo na gaveta, enrolei um, ascendi e fiquei viajando passando as faixas do disco. Peguei a chave do carro, fechei as janelas da sala e fui para o estacionamento. Parei no posto perto de casa, completei o tanque e comprei seis latas de cerveja. Abri uma, coloquei numa rádio de jazz, abri os vidros e fiquei sacando o movimento das pessoas, e suas vidas funcionando como um peão no tabuleiro. Parei numa praça qualquer com uma igreja no fundo, um bêbado e um cachorro lambendo sua boca. Abri outra lata, fiquei pensando no que nunca mudava. Liguei o carro, as cervejas tinham acabado então fui direto ao mercado mais próximo. Não queria ficar em qualquer boteco ouvindo os bêbados contarem suas emocionantes histórias e lições de vida, não queria ninguém bajulando no meu ouvido para pagar mais um copo de pinga, estava a fim de ficar tranqüilo, sem ninguém para incomodar. Peguei uma garrafa de vodka, doze latas de cerveja e fui pro caixa. Tomei uma cerveja no carro parado no estacionamento, olhando para as mães gostosas com seus filhos no colo, esperando seus maridos com as compras. Adorava fazer isso, tomar uma no carro, ouvindo música. O homem é o rei do conforto. Dei partida no carro, decidi ir para casa, no caminho parei antes da faixa, o farol estava vermelho, uma gostosa passava com uma saia mostrando sua bunda. Não falei nada. Esperei ela passar lentamente com os olhos, meu pau endureceu na hora, fiquei imaginando eu comendo ela de quatro no chuveiro. Continuei o percurso, cheguei em casa, fui para o banheiro e, bati uma punheta, esfolando a cabeça do meu pênis. Abri a geladeira, peguei uma cerveja, deitei no sofá e dormi ali mesmo.
Alex Medeiros
Alex Medeiros
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