segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Uma noite um tanto quanto confusa.

Uma noite um tanto quanto confusa.
Por: Alex Medeiros


Finalmente tinha chegado sexta-feira. A semana foi cheia, trabalhei feito um cão. Sai do serviço as seis. Parei no primeiro boteco que encontrei na esquina. Fiquei perto do balcão e pedi uma cerveja. Ao meu lado um velho mendigo sem dente, fedendo pra burro me pediu uns trocados para tomar uma pinga. Não dei o dinheiro, pedi para o capitão descer uma branquinha para o sujeito. Estava pagando quando o velho foi embora me agradecendo. Ele estava certo em tomar uma, porque encarar a vida naquelas condições não dava, alias já é difícil o ser humano agüentar viver de cara limpa. Pedi outra cerveja, essa estava gelada e trincando os dentes. Numa mesa ao lado perto do balcão apareceram duas morenas e uma loira, bonitas e jovens, a loira tinha um rabo lindo, que cabia direitinho na sua calça branca, dava até para ver a calcinha preta marcando sua pele macia. Ascendi um cigarro, pedi outra cerveja e fiquei parado observando aquelas garotas. Do outro lado havia uma mesa de sinuca, dois rapazes e duas moças gostosas jogando, pena que estavam acompanhadas. Liguei em casa para avisar minha mãe que eu ia chegar tarde. Paguei as cervejas, comprei um chiclete e fui até a parada do ônibus. Peguei o primeiro, sentido centro. Passei na casa do Rafa para fumar um, depois fomos tomar cerveja na padaria do seu Manoel. O Rafa foi para casa, tinha que acordar ás seis em pleno sábado. Subemprego é uma merda e eu sei muito bem o que é isso. Peguei o metrô sentido Avenida Paulista. Desci na estação Consolação e caminhei até a Rua Augusta. Milhares de mulheres lindas espalhadas nas esquinas esperando ganhar seu pão de cada dia. Tinha um boteco tosco e velho do outro lado da rua, era legal ir lá. Assistíamos aos jogos de futebol no domingo chuvoso. Fui até lá e pedi uma cerveja, enquanto as prostitutas lindas, rebolavam seus rabos apertados em seus vestidos justos. Encontrei um rapaz que morava perto de casa, ficamos conversando, ele pediu outra cerveja, ficamos falando da nossa ridícula seleção e sobre política. Depois que o sujeito foi embora pedi um conhaque e decidi entrar numa balada só para não dormir nos bares e acabar sempre ouvindo as fantásticas histórias dos velhos bêbados boêmios. Cheguei na casa à fila era gigantesca para entrar. Umas garotinhas estavam esperando para entrar na casa, tinha uma que era bonita, branca, cabelo vermelho, olhos azuis, magra e alta, combinação perfeita. Pedi o isqueiro a ela que me deu na hora, seu perfume cheirava bem. Entrei fui logo para pista ouvir um som, já estava cheio o negócio, várias garotas querendo farra. A noite vai ser longa pensei. Fui ao banheiro, já separando as notas que eu ia usar para pegar uns dois bilú. No caminho encontrei o diller, peguei e fui direto para o banheiro sem dar bola para as garotas encostadas na parede, esperando serem devoradas. A Letícia era pura, branca como a neve, a raspa do chifre do capeta, nada de mistura. Meu coração começou a disparar e meus dentes a rangerem feito uma casa de madeira velha. Parei no balcão pedi uma cerveja vi a garota na fila ao meu lado pedindo um san remmy. Perguntei seu nome e se ela costumava sair na noite. Disse que sim, achei a meio depressiva, ficou um pouco, continuamos a conversar, quando ela me disse que estava esperando sua namorada. Fiquei pasmo, como um anjo daquele poderia gostar de dividir o sabonete com outras garotas? Foi embora sem deixar seu telefone. Entrei no banheiro, aproveitei que a fila estava bem curta e estiquei uma enorme carreira, meu nariz parecia que estava coberto de neve. Sai pego e fui para a pista dançar. Ao meu redor milhares de garotinhas prontas para tudo. O inferno na terra é um monte de jovens lindas e tentadoras, querendo sangue as três da manhã. Fui ao bar e pedi uma coca cola, tomei um ar na sacada, quando vejo uns camaradas sentados no sofá loucos de erva. Decidimos ir para o babilônia. Chegando lá pedimos duas cervejas, do outro lado vários traficantes. Pegamos dois papeis e fomos ao banheiro um de cada vez. Ficamos falando sobre a vida e filmes. No mesmo tempo passavam várias putas de fio dental, maravilhosas em pleno luar. Estávamos chapados. Tinha caído o vale justo naquele dia. Fomos a um puteiro. Eu estava bem loco indo ao banheiro toda hora. Tínhamos apenas dez reais cada um só para a entrada e mais duas cervejas. Começamos a sarrar as putas, passar a mão em tudo quanto é lugar. O segurança da porta começou a olhar feio para nós. E a gente curtindo numa boa. Quando olhei para o lado dois seguranças vieram até nós. Pediu para irmos embora. Expliquei para ele que tinhamos pagado a entrada e ainda tinha duas cervejas e quando terminássemos, partiríamos. Ele disse que não, tínhamos que ir embora. Ai eu indaguei a ele se era porque estávamos nos divertindo? Ele ficou furioso disse que tínhamos que sair e ponto final. Olhei para o lado, vários caras passando a mão nas putas, então falei pra ele que todo mundo tava passando a mão e porque a gente não podia passar? O bicho ficou furioso, veio para cima, com uma garrafa, por Deus conseguimos sair correndo pelos fundos sobre uma chuva de garrafas, uma delas pegou no meu ombro e fez um corte profundo. Tive que ir ao pronto socorro tomar cinco pontos. Depois de tudo isso, peguei o ônibus de volta para casa as nove da manhã. Aprendi uma lição aquele dia, fiquei umas duas semanas sem sair de casa, não agüentava mais assistir filmes bobocas, então chegou outra sexta-feira...

2 comentários:

Anônimo disse...

Grande moleque,esse da com jeito de ser seu....bastante autêntico creio eu com meu ignorante conhecimento!
1 abraço e valeu por me mostrar sua arte.

Luigi°

Unknown disse...

achei fraco. não fui até o fim. é isso que ensinam na faculdade?